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Those Dancing Days
Those Dancing Days

Ia comentar o novo disco do Yeah Yeah Yeahs (banda que amo, mas me decepcionou completamente com o último álbum baseado nos anos 80, que, para mim, perdeu todo o frescor das guitarras sujas que lhe davam uma leitura do presente. Pronto, resenhei, mas tendo em vista que já estão sendo bastante comentados por aí, vamos com o disco de outra banda.


De que país? Suécia. Eu sei, praticamente já dá para fazer um especial das resenhas suecas aqui publicadas. Mas que posso fazer? Eles não param... Agora é vez de Those Dancing Days com o disco “In Our Space Hero Suits”, lançado no final de 2008.


Então, vamos para a banda. Those dancing days (nome que vem de uma música do Led Zepellin) é oriunda dos subúrbios de Estocolmo, formada em 2005, composta por Rebecka Rolfart, Cissi Efraimsson, Lisa Pyk Wirstrom, Mimmi Evrell e Linea Jonsson. Espero que tenham reparado, se bem que com esses nomes fica difícil, o grupo é composto exclusivamente por mulheres, bem jovens por sinal.


Our Space Hero Suits
é o tipo do disco que pede para você dar uma chance, ao menos essa segunda chance, digo, ouvir o disco ao menos duas vezes. Foi isso que aconteceu comigo. Depois de ver e ouvir o vídeo da música que leva o nome do disco, fiquei bem impressionado, porém, quando vi os outros clipes, essa impressão empalideceu. Acontece.


De repente, numa segunda volta, as coisas mudaram um pouco, nada radicalmente, mas o suficiente para que disco e banda ganhem alguma simpatia. O porque é simples, mais uma vez estamos frente uma banda de rock pop sueco com estilo. Talvez seja esse o que mais aprecio nas bandas suecas em seus discos: elas conseguem marcar um estilo próprio. Não que a incoerência do álbum seja ruim, pelo contrário, as sintonias podem ficar boas, como neste caso.


Agora bem, se você não for uma banda super virtuosa (digamos, Beatles), essa sintonia sem muita variação interna, pode cansar. Neste caso, o disco fica no limiar e o passar das faixas  faz entender melhor a “ritmosidade” da banda – é claro que o single homônimo é quem consegue com êxito fazer essa variação interna com interessante alegoria. O vocal é sólido, os arranjos variam entre melancólicos e alegres, letras sinceras e diretas, e sonoridades que brincam entre um indie pop com pé no retrô 60 (xilofone e órgão ajudam nisso). Agora é com vocês.

 

Gonzalo Insonia
dotmagazine@dotmagazine.com.br
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