Bem, voltamos! E quem voltou também com novo disco foi a banda inglesa The Sunshine Underground, parte do cunho musical associado ao new rave britânico e a sedutora tendência do disco-punk. Na verdade, tinha gostado muito do disco anterior deles, “Raise The Alarm” do ano 2006. De lá, até aqui, muita coisa passou. Nesse tempo a sonoridade reinante da formula mágica disco-punk foi, como toda moda, decaindo. E eis que restou a reconversão do segundo álbum da banda. Será que deu certo?
Vale a pena falar um pouco sobre a banda antes de comentar a respeito do disco. The Sunshine Underground, que deve seu nome a uma música da banda Chemical Brothers, nasce no interior da Inglaterra no início dos 00´s. O grupo é composto por Craig Wellington, Stuart Jones, Daley Smith e Matthew Gwilt e foi formado quando seus integrantes ainda estavam no ensino médio. Uma vez confirmada a banda, eles se mudaram para Leeds, na Inglaterra, lugar que seria seu primeiro centro de operações e contatos com bandas e a indústria musical. O sucesso de The Sunshine foi por meio do programa de revelações de bandas da BBC-1, chamado The Fresh Meat, sendo ganhadores da edição de 2005 com a certeira música “Put You In Your Place” - veja o clipe aqui: http://www.youtube.com/watch?v=A1TyopfVuWs. Música que formaria parte do excelente álbum de estréia da banda em 2006, intitulado “Raise The Alarm”.
Neste novo disco, lançado em fevereiro deste ano, a paixão veio aos poucos, deixei o disco correr várias vezes frente a decepção inicial. Sem dúvida, esses quatro anos entre um disco e outro não passaram em vão. A banda volta mais densa, íntegra e completa. Resta algo da sonoridade anterior, mas o disco-punk não é o fio condutor. Não é um álbum de grandes singles, mas é saturado de jogos de guitarras, às vezes em densas e escuras estruturas, outras simplesmente melódicas. O que me cativou com o (re)passo das faixas, foi a harmonia peculiar do disco, em especial, dos tempos das músicas, com seqüência internas bem diferenciadas, com cortes transversais, dando espaço para todos os instrumentos. O vocal inconfundível ao disco punk soube matizar outras linhas e percebi a força e beleza da voz de Craig Wellington. As letras mantêm o jogo do supérfulo do dia a dia, que traz amargas tristezas e imagináveis alegrias. O disco parece uma boa mistura entre os melhores momentos The Rapture e Placebo, tanto musicalmente como nas letras. Confuso? Só um pouco. Irônico? Claro! São ingleses (melhor, do país de Gales). O Single escolhido pela banda foi Coming to Save You - veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=GP7iXwH-evA. Baladinhas ou um slow motion rock? Claro, Messiah. Um hitinho camuflado? Minha favorita nessa linha, e ao parecer também da banda, In your Arms.