Supostamente esta deveria ser uma coluna de cinema, okie dokie. Porém, ao receber a triste notícia que os ingressos para o seleto show do Little Joy haviam esgotado sem ao menos terem sido divulgadas as vendas, resolvi fazer o download do disco e ser feliz assim mesmo. Não obstante, me atrevi a fazer um registro escrito meramente intuitivo sobre esta "pequena grande banda".
Tudo bem que o grupo por si só já causa uma certa curiosidade, afinal trata-se de um integrante do conhecido Strokes e um ex-Hermano. O sucesso é de banda pré-fabricada e, no tocante às músicas, faz alusão direta às faixas mais calmas da banda liderada por Julian Casablanca ou talvez a uma versão anglo-saxônica dos Los Hermanos.
Composto por onze faixas despretenciosas, o álbum tem levadas bem calmas, com batidas que lembram as da cantora folk americana Aimee Man, como Don't Watch Me Dancing e Unattainable (um reggae meio suave), cantada por Binki Shapiro. Lembra bastante música dos anos de 1950 também, me remeti imediatamente a The Zombies e Beatles em Brand New Star, No One's Better Sake e Keep Me in Mind.
Idênticos aos originais ficaram How to Hang Warhol, que é a cópia das melodias do Strokes e Evaporar, que em tudo se assemelha a Sapato Novo, faixa do disco 4 dos Los Hermanos.
Saído do forno, o álbum é uma mistura de duas bandas conhecidas que já foi lançado com predestinação ao sucesso, mesmo tendo como meta o low profile presente no underground. Há quem relute um pouco a escutar por achar que é mais do mesmo, e é. Porém, Little Joy é o tipo de banda que manteve a base do que havia de melhor dos grupos de origem, sem se perder no contexto a que veio.
Tracklist:
1.Brand New Start
2.Don't Watch Me Dancing
3.Evaporar
4.How to hang a Warhol
5.Keep Me in Mind
6.No One's Better Sake
7.Play The Part
8.Shoulder To Shoulder
9.The Next Time Around
10.Unattainable
11.With Strangers