Jorge lima, mais conhecido como Unreal é um dos grandes brasucas que esta conseguindo expor o seu trabalho para os Ingleses. Suas faixas já podem ser escutadas em set lists de grandes DJs internacionais.
Aproveitando a sua passagem por Brasília, aproveitamos para bater um papinho com ele e saber como andam as coisas no lado das batidas quebradas.
DotMag: Como e quando apareceram os seus primeiros interesses em discotecar e produzir?
Unreal: Primeiramente gostaria de agradecer o espaço, pois acompanho há um tempo o trabalho do Site e tenho-o como um excelente portal em prol da BOA MUSICA! Bom, eu faço parte da safra que os toca-discos chamaram a atenção uns bons anos antes de pensar ou saber o que é produzir. O gosto pelos decks veio nos anos 90 onde meu convívio era com jovens que ao invés de ter uma banda de rock, tinham um grupo de rap, ou equipes de som. Equipes na qual meu irmão fazia parte e eu, como caçula, sempre seguindo os passos dele. Em suma, com o passar dos anos, a vivencia em matines e domingueiras, somada a muitas pesquisas foram dando rumo ao meu gosto pela musica eletrônica, gosto pelas batidas quebradas, paixão pelo jungle até "ele" ganhar esse braço chamado Drum&Bass. Mas o vinculo com as pessoas que viviam os outros gêneros continuava firme e forte e desse convívio, no finzinho dos anos 90 nasceu a vontade de produzir, graças as longas tardes de domingos que passei junto a esses amigos trancados em estúdios produzindo bases de rap. Dai em diante foram em media 12 anos de testes, tentativas, longas pausas, produções inacabadas e mais uma pilha de coisas no ramo da produção.
DotMag: Conte-nos como é a experiência em lançar uma música por um grande selo como a V Recordings.
Unreal: Para ser bem sincero, ainda não caiu a ficha, mesmo sabendo que minha musica hoje faz parte do Setlist do Brian Gee, mesmo após longas conversas com ele, ainda é um tanto quanto surreal, já que a V sempre foi um selo que respeitei muito, sou fã e tenho muitos releases de outros artistas. A admiração é tanta que quando soube que nomes como Digital Hunters, Level 2, L-Side, Critycal Dub, Andrezz & Chaps, entre outros amigos Brasileiros, bem antes de mim, já tinha assinado com o selo, a felicidade era tanta, como se eu mesmo estivesse lançando! O gás para produzir aumenta de uma maneira inexplicável e o compromisso com a musica também. Por enquanto são duas assinadas com a V, 1 delas em parceria com Duoscience, produtor de mão cheia e um grande amigo.
DotMag: O que o Jorge Lima tem ouvido atualmente e o que mais tem feito a sua cabeça?
Unreal: Sou o tipo do cara que não consegue ouvir um único estilo musical, então além de D&B, ouço muito House, Techno, Dubstep, R&B, Funk, Soul, Disco... Mas o que tem feito minha cabeça atualmente esta acima das 170 batidas por minuto. Nomes como Sinistarr, Enei, Icicle, Ebk, Spy, Total Science, Flaco e Velocity tem cadeira cativa em meu set e claro, os brazucas L-Side, Crytical Dub, Level 2, Linky, Andrezz & Chaps que tem apresentado um trabalho incrível em prol da cena, com musicas, festas e sets aniquiladores!
DotMag: Como você vê e descreve a cena atual de Drum and Bass no Brasil?
Unreal: Apesar de menor, entendo que hoje a cena esta solida, com núcleos fazendo um excelente trabalho, abertos a ouvir e agregar valores daqueles que estão chegando e querendo mostrar serviço. Festas fixas acontecendo quase que semanalmente em SP com publico novo estão dando um gás na Cena. Tenho acompanhado algumas coisas acontecendo em BH por intermédio do Daniel Maia e presenciado núcleos de Brasília como Racha Piso, Festen, WTF e o clássico Laboratório sempre abrilhantando a cultura da batida quebrada. Eu imagino que estamos a poucos passos de voltar com força total com o intercambio de DJs regionais, como já aconteceu com uma frequência maior no passado.
DotMag: Você já tocou em Brasília algumas vezes, o que achou do público brasiliense e o que espera para a sua próxima apresentação no Laboratório deste mês (Maio/2012)?
Unreal: Tocar em BSB é sempre maravilhoso, pois o público passa a sensação de ser incansável, curtem a festa como se fosse a ultima, independente de ser 100 ou 500 pessoas em um club. Na minha opinião, é uma das pistas mais receptivas e de ótima memoria que já tive o prazer de tocar, pois novidades são muito bem aceitas, os clássicos funcionam como novidades e o melhor de tudo, é um publico feliz e sem braços cruzados. Estou muito ansioso com essa apresentação no Lab dia 26 de maio e tenho certeza que vai ser mais uma experiência incrível.
Dot Magazine: Agradecemos a sua atenção e os elogios feitos à revista. Esperamos que possamos fazer mais conexões como esta. O espaço estará sempre aberto.