Bem, 2009 chegou e o mês de fevereiro trouxe esta boa surpresa: o álbum Give me fire, de Mando Diao. O disco é explosão pura e a coisa é bem simples. Insisto, estouro e diversão garantida. Faz tempo que não ouço um disco para pista, para rebolar no bom ou mal sentido. Rock atual retrô, coisa de big band, sim, sim, big band mesmo. Claro, na linha de um Tom Jones que ouviu muito Franz Ferdinand. Festas: Sejam elas em casa ou no carro... e "mucho" rock and roll.
Bem, depois desse prévio insight do disco, vamos para a banda. Mando Daio, cujo nome tem inspiração onírica por parte do vocalista, é uma banda sueca – aqui vamos nós denovo com banda suecas. A formação original se remete à época adolescente de seus integrantes e em 1999 passou a ser Mando Daio, comandada principalmente pela dupla composta porDaniel Häglund nos teclados, nas vozes e como compositor, e Björn Dixgärd nas guitarras, nas vozes e compondo musicas. A eles, somam-se o baixista Carl Johan Fogelklou e o baterista
Em 2002 o grupo lançou o primeiro EPMotown Blood com muito sucesso – sobretudo por certa familiaridade aparente com bandas de renome no momento como The Hives e The Strokes. Depois de lançar mais alguns singles nesse ano, 2003 seria o lançamento do primeiro disco chamado Bring 'Em In – editado em 2004 nos Estados Unidos. Em 2005 eles lançaram na Suíça Hurricane Bar, e em 2006 Ode to Ochrasy. O quarto disco, Never Seen the Light of Day, foi lançado internacionalmente no mesmo ano.
Give Me Fire não é só o quinto álbum da banda, além inclusive de uma turnê de solo deBjörn Dixgärd, é sem duvida, a produção de uma grande pequena banda, onde o som já parece mais encorpado. Nesse sentido, se tem a produção de um disco em conjunto entre a banda e os produtores escolhidos The Salazar Brothers, chilenos residentes na Suécia, com trabalhos de hip hop. O disco foi gravado tanto na Suécia como nos Estados Unidos.
Enfim, talvez reiterando, Give me fire se apresenta como a consolidação de escolhas por uma banda, por sonoridades e por se basear em simplesmente mostrar influências e gostos num sólido trabalho, que nos leva do indie ao garage rock goteado de retrôs de todas as épocas, do dance, dos 80, dos 70, das sonoridades de big bands, dos anos 60... Concluindo, da larga vida do rock e do pop.
Obviamente que Mando Diao não descobriu a formula mágica, perfeita e redonda, mas botou todos os ingredientes necessários. No caso do disco, a força cai ao longo das faixas. Em geral... o resultado é aquilo que vocês sabem, mas ao menos restam surpresas ao longo do caminho entre a primeira e última faixa.